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14 novembro

tenha vergonha na cara Piers Merchant!

Portugal repudia acusação de corrupção no caso Maddie

Lisboa, 13 Nov (Lusa) – O ministro português da Justiça, Alberto Costa, e o diretor nacional da Polícia Judiciária (ligada ao Ministério da Justiça), Alípio Ribeiro, repudiaram as acusações de que o sistema judicial e policial português é corrupto no caso Madeleine.

As acusações foram feitas por Piers Merchant, assessor do eurodeputado britânico Roger Knapman, citado pelo jornal The Sun Online. “Portugal não tem uma verdadeira tradição de direitos civis, liberdades e democracia”, disse Merchant.

Segundo a publicação, as declarações do assessor surgiram em resposta a uma carta enviada por uma cidadã inglesa ao eurodeputado Roger Knapman sobre o desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann em 3 de Maio, no Algarve (sul de Portugal).

Na resposta o Merchant afirmou que “alguns agentes da polícia (portuguesa) são corruptos e neste caso há mesmo um detective que foi acusado de corrupção”.

Em entrevista à Agência Lusa, o ministro da Justiça, Alberto Costa, disse que se tratam de “afirmações inqualificáveis, que não traduzem a posição das autoridades britânicas”.

O director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, classificou como “torpes” e “irresponsáveis” as acusações do assessor do eurodeputado britânico.

“Tenho a certeza que as autoridades do Reino Unido e que os seus cidadãos, na sua generalidade, não as subscrevem. Nada nos demoverá de continuarmos a nossa atividade policial dentro de princípios de estrita legalidade democrática”, afirmou Ribeiro à Lusa.

A menina Madeleine McCann desapareceu há mais de seis meses no quarto de um apartamento turístico na Praia da Luz, no Algarve, onde se “encontrava”… com os dois irmãos enquanto os pais jantavam num restaurante próximo

21 outubro

http://www.clinsci.org/cs/098/cs0980643.htm

Sumatriptan reduces exercise capacity in healthy males: a peripheral effect of 5-hydroxytryptamine agonism? Gerald P. MCCANN, Helen CAHILL, Stephen KNIPE, Douglas F. MUIR, Paul D. MACINTYRE and W. Stewart HILLS   Department of Medicine and Therapeutics, University of Glasgow, Gardiner Institute, Church Street, Glasgow G11 6NT, Scotland, U.K. 

Key words: exercise capacity, fatigue, serotonin, 5-hydroxytryptamine.

Abbreviations: BCAA, branched-chain amino acid; CI, confidence interval; 5-HT, 5-hydroxytryptamine (serotonin); RER, respiratory exchange ratio; RPE, rate of perceived exertion; RPP, rate pressure product; VO2, oxygen consumption.

Correspondence: Dr G. P. McCann, Pilgrim Hospital, Boston, Lincs. PE21 9QS, U.K. (e-mail gerrymccann@hotmail.com).

15 outubro

http://www.comare.org.uk/comare_members.htm

Medical Practices Subcommittee

Chairman: Professor A Elliott

Members:

 

 

  • Mr L Gabriel
  • Dr C J Gibson
  • Dr F Gleeson
  • Ms Julie Lockhart
  • Dr G P McCann
  • Dr C Gillian Markham
  • Professor M D Mason
  • Professor Louise Parker

 

 

6 outubro

…e a historia continua…

Os McCann quebraram o silêncio pela primeira vez, desde que foram constituídos arguidos. Numa entrevista a um jornal de Leicester, Kate diz chorar todos os dias por Maddie e agradece o apoio que tem recebido. (NAO ACREDITO!) 

A imprensa britânica escreve que a polícia inglesa acredita na tese da morte de Madeleine. A polícia de Leicester acredita que Madeleine McCann morreu na noite de 3 de Maio no apartamento do Ocean Club. A notícia é avançada pelo jornal «Daily Mail».

O diário escreve que a mudança no rumo da investigação aconteceu quando as autoridades britânicas entraram em cena. O trabalho dos cães ingleses e outras diligências feitas com o apoio dos britânicos resultaram na mudança de estatuto dos McCann.

De acordo com o jornal, o envolvimento da polícia inglesa fez a investigação avançar. Agora polícia portuguesa e britânica partilham a mesma tese.

A atenção recai ainda sobre primeira entrevista dos McCann na condição de arguidos. Na entrevista ao jornal local «Leicester Mercury», os McCann dizem ainda que, a pouco e pouco, os gémeos regressam à rotina diária. Sean e Amélie já sabem que a irmã desapareceu, mas que está a ser procurada por todos.

Questionados sobre a investigação e as mudanças na Polícia Judiciária de Portimão, o casal responde com silêncio.

(TVI)

 

15 setembro

  Maddie McCann: O Crime do Século

 Ao longo de mais de quatro meses, o caso Maddie tem dominado a imprensa mundial. Isso tem acontecido de forma mais evidente em Portugal (onde se deu o desaparecimento) e Reino Unido (pátria da família McCann), mas o interesse tem-se estendido a todo o mundo, de tal forma que as notícias mais recentes foram as mais seguidas em todo o mundo na primeira semana de Setembro.

Cronologia

03/05
A menina inglesa Madeleine McCann, de três anos de idade, desaparece entre as 21h30 e as 22h00, do aldeamento Ocean Club, na Praia da Luz (Algarve, Portugal), do quarto onde dormia com os dois irmãos gémeos. Os pais jantavam num restaurante a 50 metros de distância.

10/05
A Polícia Judiciária portuguesa interroga o pai, Gerry McCann, durante 14 horas. E a mãe, Kate, durante 7 horas. A Polícia Judiciária sublinha que os pais não são suspeitos.

14/05
Robert Murat, britânico de 32 anos de idade, é constituído arguido. Ao fim de 14 horas de inquirição na Polícia Judiciária de Portimão, saiu em liberdade. Vive a 100 metros do Ocean Club.

26/05
O jornal britânico ‘The Guardian’ avança que Gordon Brown, recém-nomeado primeiro-ministro, terá (através da embaixada em Lisboa) pressionado a Polícia Judiciária a revelar dados da investigação. A comunicação social, quer portuguesa quer estrangeira, fala de forma unânime em “rapto”.

13/06
Uma carta anónima recebida no diário holandês ‘De Telegraaf’ diz que Madeleine pode estar morta e enterrada a 15 quilómetros do local de onde desapareceu, no Algarve. A Polícia Judiciária vai para o terreno com cães mas abandona a pista

01/07
O italiano Danilo Chemello e a portuguesa Aurora Vaz Pereira foram ouvidos em Espanha. Sobre eles recaiu a suspeita de tentativa de extorsão. Queriam receber a recompensa por informações de Maddie.

03/08
Três meses após o desaparecimento, uma menina “muito parecida” com Madeleine é vista num café belga em Tongeren. Polícia recolhe análise de ADN de garrafa de sumo e palhinha. Resultados revelam que não é Maddie

04/08
Recolhidas análises de vestígios do apartamento de onde desapareceu Maddie. A Polícia Judiciária dá por terminadas buscas à vivenda de Robert Murat, único arguido no processo, e admite tese de que a menina possa estar morta

05/09
Imprensa britânica divulga que resultados das análises obtidos em laboratório britânico foram enviados para Portugal. É levantada a hipótese de detenções

06 e 07/09
Kate e Gerry McCann são constituídos arguidos e interrogados pela Polícia Judiciária durante dois dias seguidos. Sobre eles recaem suspeitas de homicídio involuntário de Maddie e ocultação de cadáver. Estas teses são acolhidas pela imprensa portuguesa, mas repudiadas pela imprensa inglesa.

09/09

Kate e Gerry McCann regressam a Inglaterra com os filhos gémeos.

10/09

A imprensa noticia que as amostras de ADN recolhidas no apartamento do Ocean Club e num automóvel alugado pelos McCann após o dia 3 de Maio são com 100% de certeza de Maddie. A Polícia Judiciária não confirma esta alegação.

* * *

Ao longo de mais de quatro meses, o caso Maddie tem dominado a imprensa mundial. Isso tem acontecido de forma mais evidente em Portugal (onde se deu o desaparecimento) e Reino Unido (pátria da família McCann), mas o interesse tem-se estendido a todo o mundo, de tal foram que as notícias mais recentes foram as mais seguidas em todo o mundo na primeira semana de Setembro.

Para este facto contribuiram diversos motivos. Desde logo, a fotogenia e telegenia dos protagonistas. Os McCann são pessoas atraentes, de classe média-alta, bem falantes. As crianças são muito bonitas, principalmente Maddie – cuja foto correu mundo. Depois, a estratégia de comunicação adoptada pela família, e que teve ampla divulgação nos media – em particular na Sky News, verdadeiro “órgão oficial” da campanha para encontrar Maddie. Finalmente, o aspecto emocional, que levou quase todos os espectadores a identificarem-se com esta família que teria vivido o mais terrível pesadelo que assalta quem tem filhos pequenos.

De um ponto de vista político, foram rostos visíveis da campanha mediática o papa Bento XVI (que os McCann visitaram no Vaticano), jogadores de futebol como David Beckham, e outras personalidades do mundo do espectáculo. Foi notória a intervenção do Governo Britânico, e a forma como evidenciou preocupação e empenho no caso. Entre Maio e Agosto, Maddie McCann foi o símbolo da luta contra a pedofilia e as redes de tráfico de crianças, sendo essa a hipótese universalmente levantada pelos meios de comunicação social.

Em termos policiais, abundaram os “avistamentos” de Maddie por toda a Europa e Norte de África, que se vieram porém a revelar pistas falsas, mas que constituíam eco da mencionada tese de rapto. Começaram também a surgir as primeiras críticas à actuação da Polícia Judiciária portuguesa, cujas comunicações se limitaram a algumas aparições públicas do Inspector Olegário de Sousa – que não revelou dados concretos da investigação, uma vez que a lei penal portuguesa obriga todos os intervenientes processuais (arguidos, polícias, magistrados, advogados, testemunhas, peritos, e outros) ao chamado “segredo de justiça”. É vedado a todas estas pessoas revelar dados sobre o processo, e se o fizerem estão elas próprias a cometer um crime: violação do segredo de justiça.

A partir de meados de Agosto, foi notória a alteração do rumo da investigação, que se centrou agora na possibilidade de morte da criança no próprio dia 3 de Maio. Foram realizados diversos exames periciais, cujos resultados não são conhecidos (apesar de a imprensa ter dado conhecimento do alegado teor dos mesmos, em particular das análises de ADN). No âmbito da investigação, os pais de Maddie foram constituídos arguidos e ouvidos pela Polícia Judiciária.

Até ao momento, tem sido esta Polícia a conduzir esta investigação. Foram os agentes da Polícia Judiciária que interrogaram as diversas testemunhas, e os três arguidos existentes (Robert Murat e Gerry e Kate McCann). Aos arguidos foi aplicado o chamado “termo de identidade e residência”, que consiste na indicação pelos arguidos da morada onde podem ser encontrados e notificados para os efeitos do processo. Caso se ausentem dessa morada por mais de cinco dias, os arguidos são obrigados a indicar qual o local onde estarão, para que possam ser notificados.

A Polícia Judiciária prevê entregar ao Procurador do Ministério Público um relatório sobre a investigação, acompanhado das respectivas provas. Caberá agora ao Procurador decidir ordenar a realização de mais diligências de prova (novos exames, novas inquirições de testemunhas ou interrogatórios dos arguidos, etc.), ou requerer ao Juiz de Instrução Criminal a aplicação de outras medidas aos arguidos (caução, obrigação de se apresentarem numa esquadra de polícia uma ou mais vezes por semana, prisão domiciliária, prisão preventiva, ou outras), ou ainda proferir desde já despacho de arquivamento ou de acusação.

No caso de arquivamento, o Procurador poderá decidir – relativamente a todos ou alguns dos arguidos – arquivar o caso quanto a eles. Nessa hipótese, deixarão de ter qualquer obrigação para com a Justiça portuguesa, salvo se o processo vier a ser reaberto no futuro caso surjam novas provas.

No caso de acusação, o Procurador indicará quais os arguidos que pretende acusar e levar a julgamento, os factos que lhes imputa e os crimes correspondentes. Os arguidos poderão então defender-se em julgamento, ou solicitar a abertura de instrução – neste caso, caberá ao Juiz de Instrução apreciar outras provas que lhe sejam apresentadas pelos arguidos, e em face delas manter a decisão de os levar a julgamento (pronúncia), ou revogar tal decisão (não pronúncia, com efeitos semelhantes ao arquivamento).

São estes os desenvolvimentos que poderão ocorrer. Independentemente do que suceda, e das provas que realmente venham a ser apresentadas (formalmente, todas as notícias surgidas até ao momento não passam de especulação), o caso Maddie McCann já marcou, de forma indelével, a actualidade informativa e o imaginário colectivo deste início do século XXI. E, para o bem e para o mal, veio colocar na ordem do dia questões tão importantes e fracturantes como a da relação entre o Reino Unido e os outros países europeus (não apenas em termos de política criminal e cooperação judiciária, mas sobretudo em termos culturais e políticos), ou a relação da Polícia e da Magistratura portuguesa com a comunicação social (que oscilou entre o inábil e o inexistente).

Os próximos dias trarão novidades importantes em termos de investigação e de evolução do processo. Esperemos que, entre todo o ruído envolvente, a verdade possa ser descoberta – e Maddie McCann tenha finalmente direito à Justiça que merece, e o mundo lhe deve.

Luís ROLO
Advogado Perito em Direito Criminal
Exclusivo para PRAVDA.Ru e Sky News
http://port.pravda.ru/mundo/

10 setembro
Madeleine poderá ter sido agredida. Mas também poderá ter morrido na sequência de um acidente, depois de ter sido sedada para dormir. É esta a convicção da Polícia Judiciária, que acredita ter sido Kate que matou Maddie, de forma acidental ou consciente.

(correio da manha 10/9)

9 setembro 2007

Pais de Madeleine viajam ao Reino Unido sem oposição da Policia

 

mccannSatircopih01.jpg

“Para quem sempre acreditou piamente na mais absoluta inocência dos pais da pequena Maddie desaparecida há mais de quatro meses, o que aconteceu nas últimas 24 horas somente pode ser comparado a um terramoto emocional”.

(Paulo Pereira Cristovão, “Diário de Notícias”, 09-09-2007)

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