32000 EUROS!!!

… e Deus perguntou-lhe: onde estavas quando a tua filha precisava de leite, de quem lhe mudasse a fralda e lhe limpasse o rabo, e de carinho, e de roupa, e de calor, e de um colo, e de quem lhe acalmasse o choro…
 
 

Luís Gomes pagou indemnização a Baltazar Nunes

O sargento Luís Gomes pagou hoje a indemnização a Baltazar Nunes, ordenada pelo tribunal, no valor de 32 mil euros.

Qual será o valor que esta vai ter de entregar ao Luis e Adelina, pelos gastos com a filha dele durante estes anos? E pelo carinho que lhe deram? Inacreditavel uma coisa destas!
Pelo que me apercebi a menina, ao ser entregue ao pai biologico, apenas iria estar com ele aos fins de semana uma vez que ele trabalha (???) longe. Entao porquê tanto barulho? Porque nao fica a criança com os pais afectivos e começa apassar algum tempo com o pai biológico?
Nao é assim que o Baltazar vai fazer com que ela tenha carinho por ele.
 
Para quem nao se lembra, recordo aqui a noticia do DIARIO DE NOTICIAS de Quarta, 10 de Janeiro de 2007:
São 60 mil e setecentos euros, metade em penhor dos "danos morais" dele, outra metade para compensar os da filha que diz aguardar ansiosamente desde 2003, altura em que um teste de paternidade lhe certificou o vínculo com uma criança fruto de uma relação que diz "ocasional" com uma imigrante brasileira. Uma criança que três meses depois do nascimento, em Fevereiro de 2002, a mãe biológica, alegando dificuldades,  (1)  entregou a um casal e que Baltazar Nunes viu duas vezes mas diz querer como se quer muito. (2) E que lhe parece agora mais próxima, a cinco dias da sentença de Luís Gomes, o sargento do Exército que até agora criou a criança com a mulher Adelina Lagarto e que arrisca uma pena de dez anos por sequestro agravado.

"Vamos lá ver o que o tribunal decide", diz, hesitante, o jovem carpinteiro de Cernache do Bonjardim, olhos claros no rosto de anjo. (3) "Não me interessa pôr ninguém na prisão. Quero é ter a minha filha comigo, quero o bem estar dela. (4) " Porquê pedir dinheiro ao casal que até agora a criou, Baltazar começa por não saber explicar. Aliás, começa por dizer que não sabe de nada. "Dinheiro? Não sabia que pedia isso, devem ter sido os meus advogados". Perante a insistência, admite. "É por causa de danos que eu já tive. Escavaquei um carro todo, por exemplo, a ir para lá, a ver se os encontrava… Mas também são danos morais, a indemnização é mais por danos morais. Não ando bem, sinto-me revoltado com o País, com o que as pessoas me estão a fazer." (5)

Uma acção contra o Estado, "que há muito já devia ter entregue a criança ao pai", está na calha, garante o advogado de Baltazar, José Luís Martins. Mas para já, no âmbito do processo contra Luís Gomes e Adelina Lagarto, são os tais sessenta mil e tal euros. Trinta mil pedidos a Luís, o sargento do exército em prisão preventiva e cujo julgamento terminou sexta-feira, e mais trinta mil a Adelina, que se acoita com a menina em parte incerta.

Baltazar nega ter embaraços no pedido ou temer ser mal interpretado. "Porquê? Porque é que eu havia de ficar malvisto?". O facto de ter de início negado a pretensão deve-se ao facto de "não ter percebido a pergunta". Mas "o dinheiro não me interessa nada", acrescenta. (6)

Sobre os danos morais da filha, Baltazar não tem dúvidas: "Sei que ela vai ter danos, mas tenho psiquiatras à espera dela. (7)" Para ele, assegura, ainda não foram precisos, apesar da revolta e da frustração, do quartinho preparado com peluches e quadros coloridos que se vê nas fotografias, da mágoa repetida nas entrevistas a tantos jornais e televisões em contraste com o absoluto silêncio de Adelina e Luís.

Não, Baltazar tem resistido. Às despesas com processos e contra processos e ao labirinto de acções, da regulação do poder paternal que lhe foi concedida em Julho de 2004 ao recurso interposto pelo casal Adelina/Luís, que consideram dever ser parte num processo em que está em causa a tutela da criança que tinham à sua guarda e no qual não foram sequer ouvidos (recurso recusado no Tribunal da Relação de Coimbra e que aguarda agora decisão do Tribunal Constitucional, decisão que, a ser favorável, poderá implicar uma reviravolta no caso) ao processo-crime em julgamento em Torres Novas, passando pela adopção que o casal tentou oficializar e que se encontra suspensa. À descontinuidade das versões que vai apresentando, das respostas que vai acumulando para não ter querido saber nada da criança durante o primeiro ano de vida, para não ter dado crédito às certezas de Aidida.

A filha é dele, e Baltazar não desiste dela, por mais pedopsiquiatras que garantam em tribunal que retirá-la àqueles que ela vê como família e entregá-la a um pai desconhecido é "um mau trato grave". Não, não desiste. Nem perdoa. (8) "Nem uma simples foto da minha filha me deram, nem entregar um presente me deixaram. Tinha o direito de querer ver a minha filha. Tenho o direito de a querer ter comigo."

 
*** 
 
(1) se ela tivesse abortado nao havia este problema todo (mas ela quis ter o filho). se o pai da criança, agora tao interessado a tivesse apoiado, nao seria forçada a entrega-la a ninguem.
(2) viu-a duas vezes e quer-lhe muito???
(3) anjo? a mim lembra-me mais o "Fausto"…
(4) nao entendo muito bem esta frase. a que "bem estar" se estará a referir?
(5) pois…as pessoas é lhe lhe causam danos morais. e que dano causou ele à mae da criança quando ela estava grávida e ele nao lhe deu apoio?
(6) com este desinteresse todo, espero que nao toque num centimo sequer do dinheiro, que o guarde para a filha, para quando ela tiver 18 anos e quizer tirar um curso
(7) isto é resposta que se dê? SABE Q ELA VAI TER DANOS MORAIS! é assim que demonstra amor à filha?
(8) mas… NAO PERDOA, o quê e a quem? e quem lhe vai perdoar a ele?
—a filha? que ja está a passar"as passas do Algarve", (sabe-se lá o que vai naquela cabecinha)? NAO LHE VAI PERDOAR NUNCA!
—a Aidida? que se viu sozinha e grávida e quando precisava de apoio dele, deu ou vendeu a criança? (nao a critico por isso, sabe-se lá a afliçao dela ao ver-se com um filho nos braços e desamparada)  NAO LHE VAI PERDOAR NUNCA!
—os pais afectivos? que a educaram estes anos, lhe deram carinho e tiveram que pedir dinheiro para lhe pagar, tiveram que passar pela ida do Luis para a cadeia? NAO LHE VÃO PERDOAR NUNCA!
—o povo portugues bem formado que tem seguido a historia e que até lhe podia dar alguma razao se ele fizesse as coisas nao tao violentamente? NAO LHE VAI PERDOAR NUNCA!
—a consciencia dele?  se é que a tem NAO LHE VAI PERDOAR NUNCA!
 
Depois dessas dissertaçoes acho que a menina, se for retirada aos pais afectivos, deveria ir viver com a MAE, sendo o pai obrigado a contribuir para a sua subsistencia e tendo o direito de passar algum tempo com ela.
 
Pensem bem nas decisoes que vao tomar, pois infelizmente já se verificaram casos de "entrega" de crianças que mais tarde sao violadas, espancadas, assassinadas. Atençao, que eu nao estou a acusar ninguem, nao me venham depois pedir uma indemnizaçao "por danos morais" porque eu nao tenho dinheiro nem estou disposta a pedir ajuda para subsidiar nada nem ninguem. (prefiro ir para a cadeia onde tenho "cama, mesa e roupa lavada"…)

  

Foi hoje posto à venda o livro "A VERDADE DA MENTIRA" tendo ficado esgotado ao fim de 2 horas. Parabens Gonçalo Amaral pelo trabalho. Espero bem que este caso se resolva e os verdadeiros culpados sejam castigados. Acho que já chega de tanto folhetim.
 
Este não é mais um livro sobre a investigação do desaparecimento de Madeleine McCann. Este é o livro do investigador principal do processo, que foi atacado e vilipendiado quando se encontrava apenas em busca da verdade e da justiça. Ninguém, à excepção dos pais de Maddie, sabe tão bem o que se passou naquela noite fatídica de 3 de Maio de 2007. Gonçalo Amaral escreve na perspectiva da investigação por si conduzida e tem uma forte preocupação factual e de objectividade. Além disso, o livro contém revelações originais e esclarece muitos dos mais controversos aspectos do caso. O texto está apoiado por infogramas e fotografias que facilitam a compreensão do leitor e ilustram os passos da investigação e da conclusão obtida – por mais terrível que a mesma seja: Maddie está morta desde o dia do seu desaparecimento.
Para o autor do livro, Madeleine Beth McCann é a principal preocupação – é ela a vítima, e são as vítimas que têm de ser defendidas pela polícia e perseguidos os culpados do seu sofrimento. Tendo-lhe sido impossibilitado solucionar o caso, devido ao seu afastamento, quando se encontrava eminente a recolha de testemunhos vitais, preferiu abandonar a vida policial activa e retomar a liberdade de expressão não só para lavar a honra das calúnias que sobre si foram lançadas, mas para ajudar a que o caso não caia no esquecimento e a que, mais tarde ou mais cedo, o processo seja reaberto e feita justiça. 

 

Pode-se enganar todo o Povo por algum tempo, pode enganar-se algum Povo todo o tempo. Mas não se pode enganar todo Povo por todo o tempo.

(Lincoln)

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